sexta-feira, 26 de julho de 2013

INSTABILIDADE ECONÔMICA DISPARA BUSCA DE INVESTIMENTOS EM IMÓVEIS


De Vida Imobiliária Brasil

Mercado mostra segurança e apresenta crescimento de 24% no último mês, segundo RealtON.

De acordo com Rogério Santos, CEO da RealtON, no atual cenário econômico do país, o investimento em imóveis se mostra o mais seguro, rentável e tangível no ano de 2013: “No último mês, registramos um aumento de investimentos em 24%, com tendência de alta. O mercado deve continuar aquecido até 2017. O Imóvel é o único investimento que além de se valorizar com o tempo pode ser utilizado ou locado pelo proprietário, chegando a superar 30% de valorização ao ano ”, justifica o CEO.

Historicamente, o mercado imobiliário é o que possui maior estabilidade, sendo considerado como um investimento de baixo risco. As diversas possibilidades de rendimento é o que torna a compra de um imóvel tão atrativa e segura.

Seja para fins comerciais ou mesmo residenciais, algumas regiões são mais promissoras e podem ter grandes valorizações futuras, segundo Rogério Santos: “em São Paulo, bairros como Moema, Itaim e Barra Funda apresentaram imóveis com valorizações de até 140%, nos últimos 3 anos. A aposta futura de valorização está na região do Morumbi, com as grandes melhorias urbanas no entorno e a proximidade dos centros financeiros e região da Berrini,” pondera Rogério.

“Para garantir uma boa liquidez, vale investir em imóveis compactos, que são a bola da vez, ou os semiprontos, observando as metragens com maior procura, e os bairros que possuem boa infraestrutura e localização”, finaliza Santos.

Fonte: Jornal Dia Dia - 26/07/2013.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A força da Região Norte!

Na região Norte, os preços dos produtos não variam em relação aos mercados de outras regiões da cidade. É o que afirma o idealizador do Pesquisa & Compra, um site que pesquisa produtos de vários mercados da cidade, Luiz Cláudio Alves. “Nãoexiste diferença nem contra, nem a favor a região norte. Alguns produtos são mais caros, e outros mais baratos.”

Para pagar mais barato, o ideal é ficar de olho nas promoções. Quem dá a dica é o economista Flávio Oliveira dos Santos. “Cada mercado tem um dia de promoção. Às vezes vale a pena comprar carne em um mercado e horti-fruti em outro.”
Foto: Na região Norte, os preços dos produtos não variam em relação aos mercados de outras regiões da cidade. É o que afirma o idealizador do Pesquisa & Compra, um site que pesquisa produtos de vários mercados da cidade, Luiz Cláudio Alves. “Não existe diferença nem contra, nem a favor a região norte. Alguns produtos são mais caros, e outros mais baratos.”

Para pagar mais barato, o ideal é ficar de olho nas promoções. Quem dá a dica é o economista Flávio Oliveira dos Santos. “Cada mercado tem um dia de promoção. Às vezes vale a pena comprar carne em um mercado e horti-fruti em outro.”

terça-feira, 23 de julho de 2013

SUA GRANDE OPORTUNIDADE!



 Grande oportunidade para quem tem na veia sangue de "vencedor" VENDEDOR, marketing é a bola da vez, aproveitem!

domingo, 21 de julho de 2013

Evento traz oportunidades de investimento no mercado imobiliário americano

18/07/2013 - POR ELISA CAMPOS | IMÓVEIS



Conjunto de apartamentos em Miami, na Flórida

O mercado imobiliário dos EUA tem muito a agradecer aos brasileiros. Depois dos próprios americanos, somos nós que mais compramos propriedades em Miami, na Flórida, segundo dados da Miami Association of Realtors, a associação dos corretores da cidade. Entre junho de 2011 e junho de 2012, os brasileiros foram responsáveis por 9% dos imóveis vendidos no estado da Flórida. Tanto apetite atraiu a atenção dos empresários americanos. Nos dias 30 e 31 de julho, irá acontecer em São Paulo a primeira edição daInvestir USA Expo. O evento é voltado aos brasileiros interessados em adquirir um imóvel nos EUA, seja como forma de investimento ou para o lazer.
Durante os dois dias da feira, 20 empresas, agentes imobiliários, advogados de imigração, consultores fiscais e instituições financeiras estarão à disposição dos visitantes interessados em adquirir imóveis na Flórida, Califórnia e Nova York, sem a necessidade de sair do Brasil. A feira ocorrerá das 10h às 20h, no HB Hotels Ninety (Alameda Lorena, 521).
Além de oportunidades de negócios, a Investir USA Expo também contará com seminários, nos quais serão esclarecidos diversos pontos em relação ao processo de compra e administração de um imóvel nos EUA.
O evento é gratuito, porém é necessário fazer inscrição pela internet. Segundo os organizadores da feira  – ORB Marketing Solutions e Taurus Marketing-, existe a expectativa de fazer novas edições do evento em outras capitais brasileiras, como Brasília e Rio de Janeiro.

NOTICIAS FOLHA NOVA NORTE


Curtiu · 21 de maio 

Instituto Federal do Paraná vai passar a funcionar no Ruy Virmond Carnascialli. Obras devem começar ainda este ano e, segundo a diretora do IFPR, Edilomar Leonart, em 2015 o instituto já poderá funcionar definitivamente na região norte.

É a primeira instituição de ensino superior pública da região. O IFPR terá capacidade para mais de 1.200 alunos em cursos técnicos subsequentes, curso técnico integrado e cursos de graduação e pós.

Na imagem: projeto do campus. Serão construídos três blocos no local.


sábado, 20 de julho de 2013

CBIC :: Norma de Desempenho: Brasil adoto novos padrões de qualidade para construção

NORMA DE DESEMPENHO: BRASIL ADOTO NOVOS PADRÕES DE QUALIDADE PARA CONSTRUÇÃO

Começa a valer a partir de hoje, dia 19 de julho, em todo o país, a nova Norma de Desempenho de Edificações, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A nova NBR 15575 estabelece exigências de conforto e segurança em imóveis residenciais. Pela primeira vez, uma norma brasileira associa a qualidade de produtos ao resultado que eles conferem ao consumidor, com instruções claras e transparentes de como fazer essa avaliação. As regras privilegiam benefícios ao consumidor e dividem responsabilidades entre fabricantes, projetistas, construtores e usuários. Até então, as chamadas normas prescritivas determinavam padrões para certos produtos, como eles deveriam ser feitos, em que tamanhos, etc. Agora, a norma diz que níveis de segurança, conforto e resistência devem proporcionar cada um dos sistemas que compõem um imóvel: estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações. Para o presidente da CBIC, Paulo Simão, as novas regras vão harmonizar as relações entre os diferentes atores da cadeia produtiva. “É uma norma pensada para o morador, que diz o que ele tem que receber em termos de segurança, conforto e qualidade. Facilita inclusive a fiscalização”, afirma. Paulo Simão salienta ainda que o novo normativo também vai funcionar como um impulso à indústria da construção, na medida em que incentiva o uso da inovação no setor: “Como as regras dizem respeito somente ao resultado final de uma casa ou apartamento – que condições de uso e habitação ele deve garantir – qualquer tecnologia pode ser usada. O importante é que a edificação atenda os parâmetros de desempenho”, completa. Clique aqui para acessar o Guia Orientativo para Atendimento da Norma ABNT NBR 15575/2013.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O SEGREDO DE UM BOM GERENTE DE EQUIPE



Um cargo muito importante dentro das imobiliárias é o cargo de gerente, mas exatamente o que um gerente faz?

O gerente é responsável por entender, ajudar a definir estratégias, criar metas para a equipe e depois recrutar, treinar, incentivar e supervisionar a equipe na execução. Quando feito isso corretamente, o líder consegue uma equipe de qualidade, que entrega e supera a meta de maneira sólida e sustentável.

Ser um bom Gerente é:

•    Escolher bem seus corretores, escolher com sabedoria, ambição, cuidado e acima de tudo com estratégia.

•    Tudo na vida requer planejamento, com corretores não é diferente. É importante, que o gerente sabia qual o melhor aproveitamento de cada um, e atue para aproveitar estes recursos, resultando uma excelente equipe.

•    Um bom gerente tem que ser firme e ter pulso, mas não pode confundir isso com ignorância, desrespeito ou radicalidade.

•    Um bom gerente precisa ser flexível. Mas, isso não significar ser bobo ou omisso e sim procurar se colocar no lugar do outro, saber atender todos os corretores da equipe ao mesmo tempo, saber a dificuldade de cada um, e saber decidir e julgar com muito equilíbrio e sabedoria, ser flexível e polivalente ajuda muito um bom gerente e um bom fechamento.

•    O acompanhamento talvez seja uma das partes mais importantes do processo gerencial de equipe. Se o gerente não fizer este controle, não vai conseguir identificar erros e aprimorar o que há de melhor.

•    O fechamento é a consagração da parceria entre corretor, gerente, cliente e empresa, ou seja, “gerente fechador” sempre se destacara mais que os outros e esse é o grande combustível para uma equipe produtiva e quando todos produzem e é bem remunerado, o gerente consequentemente também é. Sem resultados e remuneração não existe como sustentar uma equipe.

•    Um bom gerente tem que ter o máximo de comprometimento possível, infelizmente nos dias de hoje muitos pensa com promiscuidade profissional, muita instabilidade e com certeza comprometimento não combina com isso, no mercado que existem os gerentes mais comprometidos são os que mais são bem remunerados mais bem admirados e mais felizes.

•    Com tudo que citamos até agora não será tão fácil se não houver uma organização seja pela metodologia de um simples caderno até um tablet, mas a verdade é que planilhar, a notar, organizar e ter tudo em uma agenda faz toda diferença num bom gerente.

O que é não ser um bom Gerente: 

•    Gritos, berros e ameaças – Quanto maior o volume, maior o problema. Principalmente se vem de uma pessoa que era calma, mas começou a mudar a forma de se comunicar por estresse, fadiga mental e falta de opção.

•    Isolamento – Um departamento não pode estar isolado ou em constante guerra com todo o restante da empresa. É falha de liderança.

•    Desorganização sob pressão – Decisões se transformam em ações e ações em resultados. Se as decisões começam a ser tomadas de maneira desorganizada (“atirar para todo lado”), com certeza há um problema.

•    Relacionamentos estremecidos – No trabalho e muitas vezes em casa também. Se paga um preço alto ao se estressar com todos à sua volta.

•    Baixo nível de energia na equipe – As pessoas andam olhando para baixo, ombros caídos, cara amarrada. O grupo fica feliz e alegre quando o líder não está.

•    Feedback inexistente – Só críticas e acusações. O famoso, perdão pela expressão, “feedcral”. Nenhum trabalho de desenvolvimento é levado a sério.

•    Baixo desempenho – Esse é o sintoma mais evidente. Se uma pessoa na equipe não atinge o resultado, a responsabilidade é dela. Se todos não atingem, a responsabilidade é do gerente.

A rotina de vendas não é fácil e há dias nos quais mesmo uma equipe boa passa por alguns desses sintomas, isso é normal. O que não pode acontecer é confundir sintomas (efeitos/consequências) com causas – e, principalmente, não se pode terceirizar a responsabilidade.

Autora: Ana Carolina Rissato
Fonte: Universidade Gaia

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Caixa padroniza acabamento de imóveis do Minha Casa Minha Vida

Casas terão a instalação de três tipos de piso, de acordo com a escolha do beneficiário, bancada pelo governo federal

Os imóveis construídos na primeira fase do programa habitacional Minha Casa Minha Vida terão a instalação de três tipos de piso, de acordo com a escolha do beneficiário, bancada pelo governo federal, segundo a Caixa Econômica Federal. O revestimento será colocado nas áreas internas das unidades e também nas áreas comuns dos edifícios. Os donos dos imóveis terão as opções de piso cerâmico, piso em laminado de madeira e piso em manta vinílica, sem custo para o morador.
Nesses imóveis, apenas banheiro e cozinha vinham com piso cerâmico instalado. Imóveis da fase dois do programa já possuem piso em todos os cômodos, inclusive nas áreas comuns. A Caixa fará visitas a 325.458 unidades já entregues para elaborar a lista das famílias interessadas em colocar o piso para então ser iniciada a instalação do revestimento escolhido.
Além disso, 78.670 imóveis em processo de construção terão seus contratos aditados para trocar as especificações para piso cerâmico em todos os cômodos.
— A medida irá facilitar a manutenção dos imóveis permitindo a preservação da qualidade com que essas unidades foram entregues aos beneficiários — diz o banco estatal.

domingo, 14 de julho de 2013

VIVEMOS UMA BOLHA?


Um estudo exclusivo compara os principais indicadores do mercado imobiliário brasileiro com os de países que passaram por bolhas. A conclusão: estamos numa situação mais confortável — pelo menos por ora. Mas os preços seguem em alta, um sinal de alerta.

Uma das características das bolhas especulativas é que só é possível ter certeza de que elas ocorreram num momento: quando estouram. Enquanto elas estão se formando, é típico do ser humano encontrar as mais originais justificativas para a euforia. Na década de 90, o oba-oba em torno das recém-nascidas companhias de tecnologia era justificado por uma tal “nova economia digital”. 

O que se dizia então era que a internet seria capaz de produzir milagres, como aproximar as pessoas e tornar o mundo mais pacífico. Naquela onda, não foi difícil convencer investidores a colocar fortunas em empresas mal saídas da garagem. Um punhado delas — como Google e Facebook — de fato aconteceu, mas milhares viraram pó.
E os investidores perderam bilhões de dólares quando a bolsa estourou, em 2000. Isso não impediu que o mundo voltasse rapidamente a acreditar em novos milagres. Pouco depois da bolha da internet, os americanos e os europeus embarcaram numa outra bolha, a imobiliária — que foi a origem da grave crise de 2008. 

Há quem veja semelhanças entre o que ocorreu nos países desenvolvidos e o que está acontecendo no Brasil hoje. Como lá fora, os preços dos imóveis brasileiros, em quase todo lugar, estão subindo mais do que a renda, a inflação e qualquer outro indicador do mercado financeiro.

É bolha? Ou a alta é explicada por um conjunto de fatores positivos, como salários em alta, desemprego baixo e disponibilidade de crédito, depois de mais de uma década de dinheiro contado? Um estudo exclusivo da consultoria Bain&Company dá bons argumentos para quem não vê nada de anormal no mercado imobiliá­rio brasileiro.

A pesquisa mapeou as principais características que marcaram a expansão do mercado imobiliário nos Estados Unidos, no Canadá e em cinco países europeus. O objetivo era identificar o que deu errado nos lugares em que houve uma bolha e como se comportaram os mercados “saudáveis” — e então mostrar qual dos cenários está mais próximo da realidade brasileira.

Foram analisados seis indicadores, como endividamento médio da população, acesso a financiamento e evolução dos preços. “Não adianta olhar a inadimplência, que só aumenta quando já existe um problema. Fomos atrás de números que mostram os problemas quando eles ainda estão se formando”, diz Rodolfo Spielmann, sócio da Bain e coordenador do estudo.

Ao analisar os indicadores em conjunto, a conclusão da consultoria é que não há bolha aqui. Mas há números vistos como “preocupantes” — que podem complicar a situação do mercado nos próximos anos.

Do lado positivo, a Bain destaca as condições do crédito imobiliário no Brasil. O volume de financiamentos cresceu de forma acelerada nos últimos oito anos: passou de 3 bilhões de dólares, em 2004, para quase 83 bilhões, em 2012. Ainda assim, representa apenas 6% do produto interno bruto, um dos menores percentuais do mundo.

Nos países que passaram por bolhas imobiliárias e fazem parte do estudo da Bain — Espanha, Estados Unidos, Irlanda, Portugal e Reino Unido —, a proporção média é de 76%. Além disso, os bancos brasileiros continuam rigorosos ao emprestar.

Exigem, em geral, uma entrada de quase 40% do valor do imóvel — lá fora, era comum que o cliente levasse 100% e um troco para reformar e decorar a nova casa — e oferecem prazos de pagamento do crédito inferiores a 30 anos (na Espanha, o prazo máximo chegou a 50 anos). 

O aspecto mais preocupante da pesquisa é justamente o que mais chama a atenção de quem está tentando comprar ou vender um imóvel: o aumento expressivo dos preços. Dados do Banco Central mostram que a alta média de 2003 para cá foi 108% superior ao aumento da renda da população.

Em nenhum dos países do levantamento da Bain houve uma valorização tão grande — os maiores percentuais foram os da Espanha e da Portugal, que ficaram abaixo de 80%. “Se analisado de forma isolada, esse número, realmente, é alarmante. Mas é preciso olhá-lo junto com outros indicadores e levar em conta o passado do Brasil”, diz Spielmann.

Entre o fim dos anos 80 e o começo dos anos 2000, o mercado imobiliário ficou praticamente parado no Brasil. A disponibilidade de crédito era baixíssima. Sem dinheiro, as incorporadoras construíam­ pouco, e quem queria comprar uma casa era obrigado a pagar quase tudo à vista, o que tornava a compra inviável  para muita gente. Como a demanda era pequena, os preços subiam pouco. 

A partir de 2004, a melhoria do arcabouço jurídico do crédito imobiliário levou os bancos a voltar a emprestar. Além disso, a queda dos juros barateou os financiamentos, o que inclui mais pessoas no time de potenciais compradores.

“A alta de preços nesse período foi, na verdade, uma correção”, diz Luiz Antonio França, diretor do banco Itaú. Numa comparação internacional, os imóveis aqui ainda não estão caros. O valor médio de um imóvel no Brasil corresponde a 5,1 vezes a renda anual média, metade do número dos países analisados no estudo da Bain.

O problema é o que acontecerá se os preços continuarem subindo. Outro levantamento, feito anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas em parceria com EXAME, mostra que a valorização dos imóveis continua, mas em ritmo menor do que no passado. De 2008 a 2011, os preços aumentaram à média anual de 20% a 30%.

Em 2012, a alta ficou abaixo de 15% — e, em algumas cidades, houve queda de preço. Mas vai continuar assim? Qual é a chance de os valores caí­rem em mais lugares? É possível que os imóveis voltem a valorizar como no passado? A Bain fez uma série de projeções para o mercado até 2017. O cenário mais provável é que os preços passem a subir menos do que a renda.

“Demanda existe, mas, como os valores já aumentaram muito, o consumidor não tem mais tanto fôlego como no passado. Por isso, está mais cauteloso”, diz Sérgio Freire, presidente da corretora Brasil Brokers.

Além disso, os brasileiros estão muito mais endividados do que há cinco anos, o que reduz o espaço para novos financiamentos — em média, 22% da renda das famílias está comprometida com o pagamento de algum empréstimo, um patamar próximo ao dos países problemáticos que foram estudados. 

E se tudo der errado? Uma bolha se forma quando há financiamento acessível — é isso que permite que mais pessoas tenham condições de comprar, o que eleva os preços. Nos Estados Unidos, a euforia começou quando o Federal Reserve, banco central do país, cortou os juros para estimular a economia, e os bancos passaram a emprestar com taxas reduzidas.

Como a rentabilidade da renda fixa era baixa, os americanos usavam esse crédito barato para aplicar em imóveis. Contratavam o financiamento por 30 anos, para que as prestações não fossem altas, na esperança de revender a casa ou o apartamento com lucro meses depois. Em tese, nada de errado.

Aliás, o esquema deu certo por anos. Muitos investidores ganharam dinheiro e os bancos foram emprestando cada vez mais, só que para pessoas com menos condições financeiras para comprar. Em 2007, a inadimplência começou a subir e as fragilidades do modelo vieram à tona — nos Estados Unidos e também na Europa, que viveu um fenômeno semelhante.

Instituições financeiras tiveram de ser socorridas pelos governos até que, em setembro de 2008, o banco Lehman Brothers quebrou e detonou a fase mais aguda da crise internacional. O Brasil, evidentemente, está longe de passar por isso. Os juros por aqui são muito maiores do que lá fora. E não há sinais de que os bancos estejam dispostos a sair emprestando sem critério. Mais argumentos para a turma do “está tudo bem”.

Fonte: EXAME.com