sábado, 30 de novembro de 2013

Parabéns à WD Khouri Negócios Imobiliários!



Como Gestor em Negócios Imobiliários quero parabenizar a WD Khouri Negócios Imobiliários aos seus Diretores, Gerente e sua Equipe de Corretores pois estão fazendo um belíssimo trabalho junto à mídia e a qualidade de produtos apresentados um grande abraço a todos com a minha admiração.








sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Por uma nova Saul Elkind

22/11/2013 -- 00h00
Comerciantes e estudantes percorreram a avenida ontem de manhã; objetivo foi alertar a população para a importância da limpeza e conservação da via
Gustavo Carneiro
Revitalização da principal via dos Cinco Conjuntos é uma reivindicação antiga
Saulo Ohara
Alunos do Ensino Médio distribuíram folders e sacolas de lixo
Londrina - Um importante passo está sendo dado por comerciantes de uma das maiores avenidas de Londrina, a Saul Elkind, na zona norte da cidade. A cobrança pela revitalização do local existe há muito tempo e ontem eles foram às ruas ontem de manhã em um mutirão de limpeza. 

Cerca de 100 alunos dos colégios estaduais Professora Ubedulha C. De Oliveira e Professora Olympia Moraes de Tormenta participaram do evento, inclusive como prática das teorias vistas em sala de aula sobre Meio Ambiente. Munidos com folders e cartilhas explicativas, os estudantes também distribuíram sacolas de lixo para comerciantes e consumidores. 

O mutirão faz parte das ações que desenvolvidas pelo Comitê Gestor da Revitalização da Saul Elkind, em parceria com o Sebrae, Acil, Acirenor, Sicoob, Sema, CMTU e Ippul. O grupo se reúne semanalmente no Centro Cultural Lupércio Luppi para discutir atividades e, ao mesmo tempo, cobrar celeridade nos investimentos do poder público na região. 

"Em primeiro lugar queremos conscientizar a população sobre a conservação e limpeza da avenida. Já existe um projeto de revitalização que está sendo desenvolvido pelo Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e deve contemplar mais vagas de estacionamento, iluminação pública, segurança, entre outras questões", comenta Éberson Ricardo Leal, comerciante e membro do Comitê. 

Outro integrante do movimento é Raimundo Maia Campos Junior, o "Ceará", morador dos Cinco Conjuntos há 29 anos. "Essa é uma reivindicação antiga. Os comerciantes sempre quiseram transformar a Saul Elkind, pois os ganhos serão para toda a comunidade. Além de qualidade de vida, teremos ainda mais movimento e segurança", afirma. 

"A avenida é minha referência para tudo. Dou 100% de apoio porque a Saul merece mais iluminação e limpeza. Falta lixeira, educação e por aí vai", diz a moradora do Jardim Catuaí, Roselene Vaz dos Santos. 

A funcionária de uma padaria, Angélica dos Santos, também concorda com a iniciativa do Comitê. "A pichação, o lixo espalhado e os excessos no trânsito incomodam. Está na hora da avenida ser mais cuidada", completa. 

Um levantamento do Sebrae revela que atualmente existem 456 pontos comerciais na Saul Elkind, entre a Dixie Toga e a Rodovia Carlos João Strass. "O mutirão contempla esse trecho porque a revitalização será por etapas, começando por esse perímetro", explica Ceará. 

Ontem, a CMTU disponibilizou mais equipes para varrição, limpeza e roçagem na região. Segundo o diretor de Operações, Gilmar Domingues, "a ação é bastante louvável dada a relevância da avenida". Ele comenta que o último levantamento apontou um deficit de 100 lixeiras só na Saul Elkind. "Precisamos viabilizar recursos para essas lixeiras, mas o programa Lixo Zero já prevê coletores de resíduos tanto subterrâneos quanto aéreos. Isso será implantado a curto e médio prazo", ressalta. 

A gerente de projetos urbanísticos e edificações do Ippul, Simone de Oliveira Fernandes Vecchiatti conta que o projeto de revitalização ainda está em processo de estudos e está sendo acompanhado pelo diretor de projetos, Humberto Carneiro Leal. Ontem, ele estava em Brasília, onde participa de um curso relacionado à ações de revitalização e requalificação urbana. 

O projeto de revitalização da Avenida Saul Elkind começou a ser discutida efetivamente entre a comunidade e órgãos públicos, em evento realizado no mês de julho.
Micaela Orikasa
Reportagem Local

domingo, 17 de novembro de 2013

Empresas em contêineres movimentam locação de terrenos em Londrina




Gilberto Abelha / Jornal de Londrina
Gilberto Abelha / Jornal de Londrina / O empresário Paulo Henrique Takeshi Kadoya vai inaugurar uma loja de conveniência instalada em um contêiner às margens do Lago IgapóO empresário Paulo Henrique Takeshi Kadoya vai inaugurar uma loja de conveniência instalada em um contêiner às margens do Lago Igapó
Lojas móveis, sustentáveis e de baixo custo atraem cada vez mais empresários na hora de abrir um novo negócio
09/11/2013 | 00:01Giovana Chiquim, especial para o Jornal de Londrin
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Alugar um terreno vazio em vez de um imóvel para abrir o próprio negócio. O mercado de locação de terrenos, até então ‘tímido’ em Londrina, começa a despontar. Isso porque os empreendedores passaram a visualizar a oportunidade de montar empresas em contêineres. Ao optarem por esse modelo, conseguem reduzir significativamente os custos quando comparados com uma construção em alvenaria.
É o caso do empresário Paulo Henrique Takeshi Kadoya, que vai inaugurar uma loja de conveniência instalada em um contêiner em um terreno localizado na Rua Bento Munhoz da Rocha Neto, às margens do Lago Igapó, no Jardim Guanabara. O projeto prevê ainda a construção de um deque com vista para um dos cartões postais mais famosos de Londrina.
No caso de Kadoya, o contêiner também foi uma alternativa para agradar o locatário do terreno, que não queria disponibilizar o espaço para uma construção fixa. “Vai ser bom para os dois lados. Além disso, nosso negócio está relacionado ao conceito de sustentabilidade e o contêiner diminui a geração de resíduos”, destaca.
Segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e Região (Sincil), Marco Antônio Bacarin, na medida em que as cidades crescem, aumenta a procura de terrenos para locação. “Hoje em dia, os terrenos para aluguel são procurados por empresas do ramo de estacionamento ou para a realização de eventos temporários, como espetáculos circenses”, citou.
Na avaliação de Bacarin, a locação de terrenos ainda não é uma prática tão corriqueira em Londrina. “Em São Paulo, local onde há escassez de terreno, as pessoas não costumam vender e alugam os espaços em forma de comodato ou para as empresas construírem”, diz.
Já na opinião da corretora da Imobiliária Santa América, Luciana Mercante Limper, o mercado de locação de terrenos está mais movimentado. Segundo ela, a criação de novas empresas em contêineres têm despertado o interesse dos londrinenses. “O custo é menor para os empresários. Além disso, os proprietários dos terrenos não precisam fazer a construção do imóvel”, afirma.
Flexibilidade e baixo custo
A arquiteta Kátia Costa também pretende abrir um empreendimento em um contêiner e está em busca de um terreno para viabilizar o negócio. “Quero encontrar um local agradável, de fácil acesso, com espaço para estacionamento e boa visibilidade para colocar placas para a divulgação da empresa.”
Ela também foi atraída pela sustentabilidade dos contêineres, mas enxerga na proposta outras vantagens, como a flexibilidade – já que se trata de uma construção permanente que pode ser carregada para qualquer lugar - e o baixo custo em relação aos estabelecimentos tradicionais, de alvenaria, madeira ou outros materiais. “O preço do contêiner compensa o alto valor dos terrenos”, avalia.
Kátia já está em contato com uma empresa fornecedora de contêineres, na cidade de Santos, em São Paulo, para a “construção” do empreendimento. “Um contêiner de 3,5 metros quadrados de largura por 15 metros de comprimento custa R$12 mil. O valor inclui a preparação do contêiner, como instalações hidráulicas básicas, revestimento térmico e acabamentos como pintura e janelas”, relata.
Conforme a arquiteta, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, a construção de empreendimentos em contêineres é mais comum. Na Europa, os contêineres são utilizados na construção civil para projetos residenciais em larga escala.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

domingo, 3 de novembro de 2013

O REI DOS IMÓVEIS DESCOBRE O BRASIL


Nº EDIÇÃO: 838 | Capa | 01.NOV.13 - 20:30 | Atualizado em 03.11 - 18:48

O empresário Jorge Pérez, CEO da incorporadora americana Related, dona de mais de US$ 50 bilhões em projetos em todo o mundo, pretende fazer do País o foco de seus investimentos nos próximos anos. Saiba quais são seus planos para o mercado brasileiro

Por Hugo CILO
Confira os bastidores da reportagem de Hugo Cilo

O empresário cubano-americano Jorge Pérez, CEO da maior incorporadora dos Estados Unidos, a Related Group, tem duas grandes paixões: obras de arte e canteiros de obras. Aos 64 anos, Pérez é o maior colecionador de esculturas e pinturas da Flórida e – junto com sua mulher, Darlene Boytell-Pérez – está entre os dez maiores dos Estados Unidos, com um acervo estimado em US$ 280 milhões pela Miami Art Dealers Association. Entre as peças mais valiosas, penduradas nas paredes da suntuosa mansão onde criou quatro filhos, em South Beach, reduto dos abonados de Miami, estão quadros do colombiano Fernando Botero e do mexicano Diego Rivera. 
 
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Jorge Pérez CEO da Related: "O Brasil tem se mostrado o melhor
do mundo para investimento em imóveis"
 
Suas polpudas contribuições ao mundo da arte fizeram com que o antigo Museu de Miami fosse rebatizado, em 2011, para Jorge Pérez Art Museum. Naquele ano, suas doações superaram US$ 40 milhões, incluindo US$ 20 milhões em telas de artistas latino-americanos. “A arte alimenta minha alma, me fortalece e me dá uma energia que não sei explicar”, disse Pérez em entrevista à DINHEIRO, durante uma rápida passagem a negócios por São Paulo, no final de outubro. Eleito o latino mais rico dos Estados Unidos no ano passado, com um patrimônio líquido de US$ 1,6 bilhão – sem considerar a fortuna imobiliária em nome de sua empresa –, pode-se dizer que Pérez tem múltiplas cidadanias. 
 
Ele nasceu em Buenos Aires e passou boa parte da adolescência na Colômbia. Em 1968, com 18 anos, criou raízes em Miami, onde estudou economia e iniciou a construção de um império no ramo da construção civil. “Se algum brasileiro perguntar, diga que sou cubano, pois sei que dizer que nasci na Argentina pode pegar mal por aqui”, diz, sorrindo, o empresário, um influente assessor da Casa Branca para assuntos ligados a Cuba desde a gestão do presidente Bill Clinton. Neste ano, Pérez deve superar a marca de 100 mil apartamentos vendidos na Flórida, número equivalente a todos os imóveis residenciais construídos na cidade de São Paulo entre 2008 e 2013. 
 
“Construir um imóvel me dá tanto prazer quanto adquirir uma obra de arte. Quanto mais eu tiver, obras e imóveis, melhor”, afirma Pérez, chamado de o “Rei dos Condomínios” pelo The Wall Street Journal. Na segunda quinzena do mês passado, Pérez esteve no Brasil, a serviço de sua segunda, mas não menos empolgante, paixão. O bilionário, em parceria com a construtora paulista Bueno Netto, comanda o maior projeto imobiliário em execução no Brasil. O Parque Global, como será chamado o novo megabairro em fase inicial de construção na região do Mo­­rumbi, às margens do rio Pinheiros, em São Paulo, terá R$ 8 bilhões em valor geral de vendas. 
 
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Paulo Aridan, diretor da Odebrecht: "Estamos seguindo
a nova vocação imobiliária da capital"
 
Trata-se da construção de uma luxuosa minicidade de 218 mil m² – área equivalente a 21 campos de futebol – em uma das poucas regiões da capital paulista com disponibilidade de terrenos. O condomínio multiuso terá dez torres (as mais altas com 47 andares) que abrigarão imóveis residenciais, hotel e escritórios, além de um shopping center com 400 lojas, 14 salas de cinema e 30 restaurantes. Um jardim privativo de 17 mil m² garantirá uma área verde no coração do novo bairro, que deverá ser inaugurada daqui a cinco anos. “A construção do Parque Global será uma contribuição incalculável para a arquitetura e o design do País, uma autêntica obra de arte, deixando obsoletos todos os grandes empreendimentos que conhecemos até aqui”, diz Pérez. 
 
“Estamos erguendo uma nova cidade dentro da capital, com alto padrão de excelência, incorporando o que existe de mais moderno em engenharia e arquitetura”, acrescenta o sócio Adalberto Bueno Netto, dono e presidente do Grupo Bueno Netto. À primeira vista, a empolgação de Pérez e Bueno Netto pode soar exagerada. No entanto, a julgar pelos projetos bilionários executados pela Related em outros países, não é. A incorporadora, controlada por Pérez e pelo magnata americano Stephen Ross, administra um fundo imobiliário de mais de US$ 14 bilhões e possui cerca de US$ 50 bilhões em projetos em andamento, cifras que colocam a dupla em lugar de destaque no ranking dos maiores investidores mundiais do ramo imobiliário. 
 
“Jorge Pérez e Stephen Ross hoje são sinônimos de negócios grandiosos no ramo imobiliário”, diz Sharon Allen, consultora do Coldwell Banker, em Miami. “A estreia deles no Brasil, assim como acontece em todos os países por onde passam, deverá imprimir um novo ritmo para todo o mercado local.” A Related está à frente da maior obra imobiliária na história dos Estados Unidos, um projeto avaliado em US$ 20 bilhões que promete redesenhar a silhueta da Big Apple nos próximos dez anos. Assim como o paulistano Parque Global, um novo bairro será erguido na região oeste da Ilha de Manhattan, um dos metros quadrados mais caros e disputados do mundo. 
 
A central de linhas de trens da cidade, uma das poucas áreas não habitadas da ilha, será coberta com gigantescas placas de concreto, onde serão construídos 17 edifícios comerciais e residenciais. “Achávamos que Nova York havia chegado ao limite, sem áreas para novas construções, mas o novo bairro está criando um incrível horizonte para o setor”, disse Jonathan Miller, presidente da consultoria Miller Samuel Real State, de Nova York. O novo bairro nova-iorquino, batizado Hudson Yards, é o maior, mas não o único empreendimento faraônico no portfólio da companhia. 
 
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Hudson Yards: o megabairro em Manhattan será erguido sobre um gigantesco pátio de trens metropolitanos (à esq.)
 
Nos Estados Unidos, a Related assina a construção de cartões-postais como o complexo Time Warner Center, em Nova York, o Park Tower, em Chicago, e o Icon Bricker e o Apogee South Beach, em Miami (leia mais sobre o mercado imobiliário americano na entrevista “A Recuperação do mercado imobiliário nos EUA ainda levará três anos” ao final da reportagem). No Exterior, a Related de Pérez e Ross também possui obras em andamento em países como China, Índia, Emirados Árabes, Argentina e México. “Estamos em todo o mundo, mas faremos do Brasil o principal foco de nossos investimentos fora dos Estados Unidos nos próximos anos”, afirmou Pérez. 
 
Por conta da atuação no setor imobiliário de mercados emergentes, o chefão da Related é conhecido como o “Donald Trump dos Trópicos”. “Conheço com precisão mercados em todo o mundo, e posso garantir que o Brasil tem se mostrado o melhor do mundo para investimento em imóveis.” Além das oportunidades bilionárias geradas, o mercado imobiliário brasileiro será uma peça indispensável na estratégia de recuperação da solidez financeira da Related, que sentiu os efeitos da crise do subprime americano: entre 2007 e 2010, a companhia acumulou perdas de mais de US$ 1 bilhão. Os preços dos imóveis desabaram, os bancos fecharam a torneira do crédito e os compradores desapareceram da noite para o dia. 
 
“A crise me roubou dois anos de trabalho e me ensinou mais do que 20 anos de experiência”, afirmou Pérez. De quebra, as dificuldades o motivaram a colocar sua experiência no papel. O livro Powerhouse Principles: The Ultimate Blueprint for Real Estate Success in an Ever-Changing Market (Os Princípios para os empreendimentos imobiliários de sucesso em um mercado em constante mudança, numa tradução livre), traz algumas das lições que Pérez diz ter aprendido com o tombo. Dos ensinamentos tirados das turbulências do final da década passada estão a flexibilidade e a diversificação dos projetos. Não por acaso, para sustentar essa estratégia de longo prazo no Brasil, os planos da Related vão muito além do condomínio “três em um” na capital paulista. 
 
No ano passado, a incorporadora deu o pontapé inicial em sua estratégia brasileira ao abrir o primeiro escritório em São Paulo. A operação local ficou a cargo do executivo Daniel Citron, ex-presidente da Tishman Speyer no Brasil, que logo anunciou a construção de um edifício residencial na região da avenida Faria Lima e que começará a ser erguido neste ano. Segundo Citron, a ordem da matriz é garimpar novas áreas para construir. “Recebemos sinal verde de Pérez para investir o que for necessário no Brasil”, disse Citron. “Estaremos em busca de oportunidades em qualquer lugar do País que tenha potencial de valorização.”
 
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Stephen Ross, o sócio de Pérez: o bilionário está construindo um bairro
de US$ 20 bilhões em Nova York, no maior projeto imobiliário
da história do país 
 
PARCERIAS A busca por novas oportunidades de negócios já ocorre no Rio de Janeiro. A Related participa da concorrência por 100 mil m² no Porto Maravilha, um novo megabairro de alto padrão, que ocupa uma área total de um milhão de m2 e que poderá ter um volume geral de vendas (VGV), apenas na primeira etapa, semelhante aos R$ 8 bilhões do Parque Global, em São Paulo. O início das obras depende de uma assinatura do fundo imobiliário da Caixa Econômica Federal, proprietário da área do porto. “O grande fluxo de investimentos estrangeiros é bem-vindo porque agrega recursos e expertise aos novos projetos”, afirma Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, a principal entidade do setor imobiliário no País. 
 
“No entanto, os empreendimentos serão bem-sucedidos se houver parceria com empresários brasileiros, já que o mercado imobiliário é uma atividade essencialmente local.” A ofensiva da Related no mercado conta com parceiros de peso. No Rio de Janeiro, se o projeto for aprovado pela Caixa, a companhia terá como sócias a Westfield, empresa responsável pelos principais projetos da Olimpíada de Londres, e a BNCorp, incorporadora do Grupo Bueno Netto. O consórcio é chamado de Grupo Porto Cidade. O projeto apresentado pelas três empresas prevê a construção de seis arranha-céus no Porto Maravilha e terá investimentos imediatos da ordem de R$ 3,5 bilhões. 
 
“Acredito que o futuro da Related no mercado brasileiro dependerá, principalmente, do sucesso ou não da empresa no Porto Maravilha, que hoje é o principal cartão de visita do mercado imobiliário da cidade”, diz o economista Eugênio Pedroza, da consultoria Jones Lang LaSalle. O interesse do bilionário Jorge Pérez pelo mercado brasileiro da construção não se dá por acaso e coincide com um momento raro na história do setor no País, em que lançamentos de megaempreendimentos imobiliários são cada vez mais comuns. Os cinco maiores deles devem gerar um valor geral de vendas colossal, na casa dos R$ 30 bilhões (veja as maiores obras abaixo). 
 
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Adalberto Bueno Netto: "Estamos erguendo uma nova cidade
dentro da capital"
 
Dentro do mesmo projeto que vem sendo cobiçado pela Related no Porto Maravilha, por exemplo, há outros interessados do porte das gigantes OAS, Carioca Engenharia e a Odebrecht. “O novo complexo imobiliário na região portuária será um marco na história do Rio de Janeiro, uma cidade que sofre com a falta de espaços e a ocupação desordenada”, afirma Rodrigo Melo, diretor da regional carioca da Odebrecht Realizações Imobiliárias. O local receberá investimentos também do empresário e apresentador de televisão americano Donald Trump, que construirá seu primeiro conjunto de edifícios comerciais no Brasil, o Trump Towers. 
 
O empreendimento terá cinco prédios, que serão erguidos pela construtora Even e pela incorporadora MRP International, com um VGV de R$ 6 bilhões. Na lista dos megaempreendimentos bilionários em obras pelo País ainda estão o Jardim das Perdizes, da construtora Tecnisa, com potencial de R$ 5 bilhões em vendas, e o Parque da Cidade, um novo bairro que será construído pela Odebrecht na Chácara Santo Antônio, próximo da marginal Pinheiros, ambos em São Paulo, que poderá gerar vendas de R$ 4 bilhões. 
 
“Estamos acompanhando a nova vocação imobiliária da capital, seguindo para os novos vetores de desenvolvimento da cidade”, disse Paulo Aridan, diretor-geral da Odebrecht Realizações Imobiliárias em São Paulo. Seguir a vocação imobiliária dos mercados em que atua é, inclusive, uma das regras fundamentais da cartilha de Jorge Pérez, descritas em seu livro. Resta saber, agora, se a receita do sucesso do empresário nos Estados Unidos será replicada no Brasil. O erro é um capítulo sobre o qual ele espera não ter de escrever novamente.
 
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“O que causa a bolha é o excesso de crédito”
 
DINHEIRO: A decisão de investir no Brasil só agora não é um pouco tardia?
PÉREZ: Não é. Nos próximos dez anos, o Brasil, a China e a Índia serão os melhores mercados do mundo para as empresas do setor imobiliário. Estamos chegando no momento certo.
 
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O País vive uma bolha imobiliária?
O Brasil não vive uma bolha imobiliária. O mesmo índice de valorização em São Paulo e no Rio de Janeiro ocorreu em cidades como Nova York e Londres. O que causa bolha é crédito em excesso e pouca oferta de imóveis. No mercado brasileiro, a concessão de crédito é criteriosa e a oferta está em equilíbrio com a demanda. 
 
Há demanda para megabairros de luxo?
A demanda é gigantesca. Até agora, o mercado de imóveis era pautado pelo preço. Por isso, as construções tinham de ser mais baratas possíveis e os projetos ficaram sem identidade, muito sem graça. O mercado mudou de patamar. Teremos cada vez mais imóveis assinados por grandes nomes do design, com arquitetura inovadora e projetos dignos de obras de arte. 
 
Qual é a sua principal característica como empreendedor?
Tem gente que diz que o sucesso de um empreendimento depende de três coisas: localização, localização e localização. Para mim, o que determina o sucesso é o timing. O projeto certo no momento certo. 
 
Unir a arte a projetos imobiliários não é uma novidade.
Introduzir obras de arte em nossa vida não é combinar o quadro da parede com a cor do sofá, como faz a maioria dos arquitetos. Fazer arte é pensar além. 
 
 
 
“A Recuperação do mercado imobiliário nos EUA ainda levará três anos”
 
Douglas Duncan, vice-presidente da Fannie Mae
Por Luís Artur NOGUEIRA
 
Em sua primeira visita ao País, o economista americano Douglas Duncan ficou impressionado com a pujança do mercado imobiliário brasileiro. Conversou com banqueiros e especialistas do setor e ficou convencido de que não há bolha imobiliária à vista. Duncan, que é vice-presidente da Fannie Mae – uma das gigantes do setor de hipotecas que receberam ajuda do governo dos EUA no auge da crise –, falou à DINHEIRO durante um evento promovido pela Acrefi, a associação de bancos e financeiras, em São Paulo.
 
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Qual é a situação atual do mercado imobiliário americano?
O mercado está em recuperação, com uma expansão sustentável. No entanto, ainda levará pelo menos mais três anos até que retorne a um patamar normal, compatível com a demografia do país. 
 
Como podemos ter certeza de que não haverá uma nova bolha?
A bolha imobiliária que antecedeu a crise foi formada pela demanda de um tipo diferente de investidor, que tirou proveito das sucessivas altas de preços. É uma dinâmica muito diferente da atual. O nível de construção ainda é baixo e 60% dos proprietários de imóveis ainda estão com as hipotecas em atraso por mais de 90 dias. 
 
A taxa de juros nos Estados Unidos está num nível baixo há bastante tempo. Isso não é um risco?
Não acho que isso esteja criando uma bolha. O Federal Reserve (Fed) anunciou, inclusive, que pretende manter a política monetária frouxa por um tempo ainda longo. 
 
Qual será o momento correto de mudar a política monetária?
É difícil prever com exatidão. Nossa visão é de que o Fed começará a mexer nisso no primeiro trimestre de 2014. Porém, é possível que reavalie a sua posição se ficar comprovado que a recente paralisação do governo e a interminável discussão do teto da dívida trouxeram impactos negativos à recuperação econômica. 
 
Qual é a sua avaliação sobre o mercado imobiliário brasileiro?
Essa é a minha primeira visita ao Brasil e eu tive muitas conversas com banqueiros, economistas e especialistas no assunto. Nos Estados Unidos, os financiamentos imobiliários representam em torno de 100% do PIB. No Brasil, apenas 7%. O que eu posso dizer é que ainda há um amplo espaço para desenvolver esse mercado. 
 
Quais são os riscos no horizonte?
Acho que é preciso ficar atento para a possibilidade de que uma mudança da política monetária nos Estados Unidos possa afetar o Bra­­sil. Em tese, uma alta dos juros determinada pelo Fed poderia, de alguma forma, causar uma ruptura no mercado imobiliário brasileiro.
 
O economista Roberto Shiller, seu compatriota e um dos três ganhadores do Prêmio Nobel de Economia em 2013, disse recentemente que há uma bolha imobiliária no Rio e em São Paulo...
Bom, não sei se ele realmente estudou esses mercados em detalhe. Mas eu não posso questionar a análise do sr. Shiller, afinal de contas ele agora é um Prêmio Nobel (risos).
 
O sr. ficou satisfeito com o acordo fiscal no Congresso dos EUA?
Apenas empurramos o problema com a barriga e, infelizmente, teremos de continuar discutindo o assunto até janeiro ou fevereiro do ano que vem. Os Estados Unidos têm um significativo problema fiscal de longo prazo e nós nem começamos a abordar as questões de seguridade social e saúde. 
 
A China tem defendido a necessidade de os países adotarem uma moeda alternativa ao dólar como reserva global. Faz sentido?
Sim. É uma questão de estratégia competitiva de cada país. Os Estados Unidos têm o privilégio de ser a reserva cambial do mundo e isso lhes dá a habilidade para fazer coisas que outras nações não podem fazer. Então, é natural que a China também queira ser. 
 
Por que esse questionamento ressurge agora?
O debate ressurgiu agora por causa da fragilidade americana. Fica a lição para os Estados Unidos. Quando se flerta com o risco de calote, automaticamente abre-se a possibilidade de perder essa vantagem competitiva, a partir do questionamento de outros países. 
 

Multimídia

O rei dos imóveis descobre o Brasil
O empresário Jorge Pérez, CEO da incorporadora americana Related, dona de mais de US$ 50 bilhões em projetos em todo o mundo, pretende fazer do País o foco de seus investimentos nos próximos anos. Saiba quais são seus planos para o mercado brasileiro

IMÓVEIS COM FILA DE ESPERA.



Henry Milléo/ Gazeta do Povo / Unidades comerciais no Centro de Curitiba são as mais difíceis de encontrarUnidades comerciais no Centro de Curitiba são as mais difíceis de encontrar
Imóveis que estão em falta no mercado levam imobiliárias a fazer parcerias para atender demanda
03/11/2013 | 00:03 Taiana Bubniak
Este é o ano em que a entrega de imóveis novos bate recorde em Curitiba. Empreendimentos residenciais e comerciais lançados entre 2009 e 2011 estão ficando prontos, mas mesmo com a chegada de milhares de novas unidades ao mercado, ainda há perfis de imóveis difíceis de encontrar na capital – especificamente, espaços comerciais no Centro e casas de padrão médio com menos de 100 m².
No topo da lista dos mais procurados estão os comerciais no Centro. De acordo com Augusta Loch, gerente da Senzala Imóveis, há carência de lojas de todos os tamanhos.
“Está difícil conseguir espaços para uso comercial, especialmente no miolo do Centro, no calçadão da Rua XV e nas ruas Marechal Deodoro, Barão do Rio Branco e perto das praças centrais”, aponta.
No Centro da cidade há poucos espaços vazios – os corretores têm tido dificuldade em encontrar unidades disponíveis para fins comerciais em boa localização. “Em outros bairros temos casas e espaços comerciais suficientes, mas o Centro é sempre mais complicado porque não há como fazer grandes mudanças no que já está construído”, comenta Luiz Fernando Gottschild, vice-presidente de condomínio e estatística do Sindicato das Imobiliárias, o Secovi-PR.
Quando o imóvel fica disponível nessa região o preço sempre é alto. Para agravar a situação de carência, há também unidades e edificações que ficam paradas. “No Centro há muitas edificações antigas que estão em disputas judiciais, ou necessitam de reformas, mas muitas vezes a família não quer fazer alterações”, comenta Augusta.
Residencial
A gerente da Senzala comenta que no segmento residencial a grande procura é por casas de padrão médio com até 100 m². “Se um investidor me pergunta o que fazer com um terreno em bairro perto do Centro, indico construir esse tipo de casa, em que seja possível cobrar aluguel de até R$ 1 mil “, afirma Augusta Loch.
“É muito difícil encontrar esse tipo de imóvel para alugar. É um produto que não costuma ficar vazio. Se alguém desocupa, já existe uma lista de espera e ele não chega a ser anunciado”, aponta. De acordo com Augusta, casas de rua ou em condomínio costumam ser maiores e, portanto, mais caras.
Ajuda
Para não deixar o cliente na mão, imobiliárias se unem na busca pelo produto ideal. “O cliente tem cada vez menos tempo para procurar o imóvel ideal. Por isso, se ele deixa as características do produto conosco, procuramos até mesmo em outras imobiliárias”, aponta Augusta Loch.
Luiz Fernando Gottschild salienta que, cada vez mais, as empresas do ramo atuam em parceria. “Imobiliárias e administradoras trocam informações e trabalham em rede. Outro método é procurar por imóveis que são anunciados por autônomos. Os corretores podem achar o que estão procurando para oferecer ao cliente”, diz.

Built to suit, o que é?

Divulgação /

Juliano Jansen de Mello Nodari, graduado em Administração e Economia, é um dos sócios da Afortiori Imóveis  
O termo americano, traduzido literalmente para o português como “construído para servir”, é mais conhecido como “construído sob medida”. Built to suit é um conceito utilizado para identificar contratos de locação, normalmente de longo prazo, de imóveis construídos ou reformados para atender os interesses do inquilino, já pré-definidos

.
Mesmo existindo imóveis disponíveis para locação, esses casos acontecem quando há necessidade de uma adequação ou customização, visando atender necessidades específicas como localização, acesso, metragem, aspectos construtivos, configuração e distribuição dos ambientes.
Estas locações são muito utilizadas para galpões e barracões, serviços, hoteis, bancos, supermercados, centros de educação e de saúde.
Neste modelo o investidor adquire o terreno, define o projeto que atenderá as necessidades do inquilino, constrói ou reforma (por si ou por terceiros) e entrega o empreendimento pronto para ser utilizado, com retorno garantido e remunerado pelo aluguel do imóvel.
Na outra ponta, este tipo de contrato evita a imobilização do capital da empresa, ficando esta com seu capital liberado para reinvestimentos no próprio negócio. Sem falar no benefício tributário que ipode gerar ao inquilino, pois as locações podem ser integralmente dedutíveis. Já a propriedade predial admite apenas uma dedução de depreciação das edificações.
No que se refere a relação contratual, deve ser entendida como uma nova modalidade locatícia. Com a Lei 12.744, de 19 de dezembro de 2012, que alterou a Lei 8.245/91, reconhecendo o contrato de construção ajustada, ficou mais clara essa relação locatícia, que era tida como atípica, e agora já pode ser considerada uma modalidade de contrato de locação.
Mesmo assim, é um contrato complexo, onde prevalecerão condições livremente pactuadas de acordo com as necessidades definidas em um contrato estabelecido antes mesmo do inicio da contrução/reforma.
Isso deve ser muito bem elaborado por envolver situações particulares deste tipo de contrato, e muitas vezes diferente das demais situações típicas da locação, como no caso de rompimento contratual, deverá ser aplicada uma multa que reflita e garanta os fluxos esperados pelo locador para cobrir seus investimentos.
Por fim, vale ressaltar que esta mudança de Lei introduziu o artigo 54-A, que estabelece que nesta locação não residencial de imóvel urbano que o locador não pode reaver o imóvel locado no prazo do contrato. Já o locatário poderá rescindir o contrato, devolvendo o imóvel mediante o pagamento de multa pactuada, proporcional ao período de cumprimento do contrato
.
Fonte: Jornal de Londrina 03/11/2013 |00:03.

sábado, 2 de novembro de 2013

LANÇAMENTO VILLA DA MATA PELA WD Khouri Negócios Imobiliários.


Desejo parabenizar o novo Empreendimento WD Khouri 
Negócios Imobiliários pela parceria com a Engeoffice Construções Civil Ltda, no Condomínio Villa da Mata.