O valor de um imóvel! Como calcular?
Na prática, o valor de um
imóvel é expresso basicamente pela multiplicação de sua área útil pelo preço do
metro quadrado definido pelo mercado imobiliário para a região onde ele está
situado.
Com mais precisão,
chega-se à composição do valor de um imóvel novo pelo custo do terreno e da
obra, pela área que ocupa, por sua destinação e por suas qualidades, em que se
incluem a localização, a construção, o acabamento e as benfeitorias. A tudo
isso se soma, claro, o ganho de quem o construiu e vendeu.
Em geral, o “custo” da
área útil (a quantidade de metros quadrados apenas da unidade habitacional, sem
contar as áreas comuns, como elevadores, hall social e lazer) é a informação
que interessa na hora da compra. Isso apesar de, obviamente, o custo de todos
aqueles equipamentos estar incluído “no pacote”. Mesmo porque não é possível
adquirir um apartamento sem que se leve de quebra para casa também a área
comum.
Valorização e
depreciação
Passa o tempo, e a casa,
o apartamento ou o terreno que eram muito valorizados podem perder o valor por
uma série de motivos: o mau uso, a falta de conservação ou o fato de o próprio
lugar que ocupam ter sofrido degradação socioeconômica e não mais atrair o
interesse das pessoas. É a depreciação.
Ao contrário, outro lugar pode ter sido revitalizado, ou de novos
empreendimentos, investimentos privados ou públicos, ou por melhoramentos
urbanísticos e arquitetônicos. É a valorização. É um ciclo eterno.
O que compõe o preço
- Localização:
uma mesma rua pode ter pontos com características bem diversas e
até opostas.
- Construção:
o tipo de material empregado na obra e no acabamento ajuda a compor
o preço.
- Idade: imóveis
mais antigos costumam sofrer uma depreciação maior do que os novos, da
mesma maneira que ocorre com os automóveis.
- Benfeitorias:
reformas e ampliações projetadas por bons arquitetos que utilizem
material de qualidade elevam naturalmente o valor do imóvel, ao contrário,
por exemplo, de uma divisória feita sem bom planejamento e com sobras de
outras reformas.
- Movimento
do mercado: uma área que era cheia de atrativos, tanto
econômicos quanto sociais, pode decair aos poucos, por causa da falta de
investimentos em melhorias, por não despertar mais o interesse do público,
porque a população não se renovou, porque a qualidade dos estabelecimentos
que serviam o bairro se deteriorou etc.O movimento de mercado contrário
–oferta de qualidade e procura em alta– e o empenho de grupos ou da
comunidade local pode provocar a vitalização ou revitalização de uma
localidade.
A flutuação de preços é
típica do mercado imobiliário. Quem trabalha com imóveis, é analista ou
investidor no setor vê essa realidade dia a dia. Um bom indicador é o
sobe-e-desce do preço médio do metro quadrado residencial e comercial, que
ainda não recuperou os valores dos primeiros sete anos da última década.
Fonte: Guia Folha
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