Zona
norte: público com renda estável e pouca oferta comercial
Novo shopping
do grupo Catuaí terá período de maturação menor, prevê Alfredo Khouri
Ruth Meira
Compare
Produtos, Lojas e PreçosDivulgação
Planta
arquitetônica do "Londrina Norte"
Agência Londrix
Sylvio Carvalho
Netto, superintendente do Catuaí
Quando o grupo
Khouri anunciou o início das obras do Catuaí Shopping Center em Londrina, 17
anos atrás, o empreendimento parecia uma incógnita em uma cidade com comércio
relativamente forte e que seria "sacudida" a um só tempo por mais de
cem estabelecimentos concentrados em um único local - e distante do centro.
Na manhã desta
segunda-feira (10), quando o empresário Alfredo Khouri apresentou o projeto do
Londrina Norte Shopping a convidados e jornalistas - em um alto que oferece uma
bela vista da cidade, próximo ao Estádio do Café - poucos têm dúvida de que em
curto prazo aquele local será um dos fortes pontos comerciais e de lazer do
município.
Da mesma forma
que o Catuaí impulsionou o desenvolvimento da região sul da cidade,
transformando o panorama desta área do município em menos de duas décadas (com
um "boom" de condomínios horizontais, universidades e loteamentos na
região), o Londrina Norte deve mexer com o mercado imobiliário e com a economia
dessa região também.
"A renda
per capita (anual) do londrinense é de R$ 9 mil", observou Alfredo Khouri,
durante o lançamento do novo shopping. "Temos uma economia sólida e um
mercado potencial inegável", afirmou aos jornalistas, lembrando que o
Londrina Norte tem um grande diferencial em relação ao Catuaí. O empreendimento
foca o público da faixa de renda B, C e D. "É um perfil de consumidor com
poucas opções na macrorregião de Londrina. Por isso, estamos seguros de que o
tempo de maturação desse empreendimento será muito menor que o do Catuaí, que
foi de aproximadamente oito anos".
As projeções do
empreendedor baseiam-se em estatísticas que norteiam os planos do grupo desde
2004. Sylvio Carvalho Netto, superintendente do Catuaí, disse à Agência Londrix
que levantamentos do grupo cruzados com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatísticas) apontam que há pouca oferta comercial para esse nível
de renda (B,C e D) em Londrina.
"Os
estudos mostram que a região tem potencial para absorver um empreendimento do
porte do Londrina Norte não só hoje, quando já se observa uma demanda potencial
por opções de varejo, como nos próximos anos, atendendo o crescimento projetado
dessa faixa de renda", afirma.
"A zona
sul estará bem atendida principalmente no final do ano, quando a expansão do
Catuaí (em avançado estágio das obras) estiver concretizada. Agora, pretendemos
oferecer o mesmo à população da zona norte e de muitos municípios da região que
já têm Londrina como destino de consumo e lazer".
Os
levantamentos que baseiam os projetos de expansão do grupo Khouri indicam
também, revela o superintendente, que a zona norte de Londrina comporta uma
homogênea classe média, com poder aquisitivo estável. Já o perfil da zona sul
de Londrina é diferente. "Apresenta picos de alta concentração de renda,
pontuados por nichos de classe média", diz.
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