Imóveis
Até o ano que vem serão entregues pelo menos sete empreendimentos na região central de Londrina
Oferta de apartamentos novos em uma das áreas mais antigas da cidade atrai moradores que buscam diminuir deslocamentos 24/08/2013 | 00:01
Nara Chiquetti, especial para o Jornal de Londrina
Apesar da alta taxa de ocupação no centro de Londrina, as construtoras ainda encontram espaços para novos empreendimentos. Até o ano que vem serão entregues pelo menos sete empreendimentos na região central. E os investimentos das construtoras na região devem continuar. A Plaenge, por exemplo, está construindo quatro imóveis novos no centro. Um será entregue ainda neste mês, outros dois em 2014 e o último deles no segundo semestre de 2015. O desafio, segundo a gerente regional da Plaenge, Célia Catussi, é conseguir terrenos que comportem os empreendimentos. “Os loteamentos da área central foram pensados mais para casas, principalmente próximos às avenidas JK e Higienópolis. São terrenos pequenos geralmente e para construir um condomínio, precisamos de dois ou três deles. É um processo mais complicado. Temos que negociar com mais de um proprietário para conseguir o espaço suficiente.”
Conseguir terreno é o primeiro limitador dos lançamentos no centro e, por isso, os imóveis novos ganham um ar de exclusividade. Para destacar a ideia de restrição, a Quadra criou um sobrenome para seus empreendimentos. “Todos são ‘Jardim’, remetendo a ideia dos Jardins, em São Paulo”, comenta a diretora de Incorporação da Quadra Construtora, Fernanda Pires. Ela explica que nesses espaços é difícil oferecer um clube dentro do condomínio, mas ter área de lazer é fundamental para o público da região.
Perfil
Praticidade é atrativo
O empresário André Luis Elias, de 28 anos, mora na Gleba Palhano, mas está de mudança para o centro. Segundo ele, os atrativos de lazer completo e baixo custo de condomínio não estão mais compensando o estresse do trânsito nos horários de pico nas ruas que levam ao bairro e o incômodo do barulho das construções por todos os lados. “No centro é tudo mais fácil. Tem mais comodidade, dá para ir a pé à padaria, à farmácia. As ruas são mais charmosas e tem mais silêncio.”
Preços
Plaenge
Um imóvel da Plaenge no centro é cerca de 15% mais caro que na Gleba Palhano. Enquanto no bairro o metro quadrado da área total custa cerca de R$ 2,9 mil, no centro o valor sobe para R$ 3,3 mil.
Dinardi
O custo do metro quadrado do empreendimento da Dinardi à venda gira em torno de R$ 3 mil.
Quadra
Os empreendimentos da Quadra destinados ao primeiro imóvel custam de R$ 3,5 mil a R$ 4 mil o metro quadrado, e os de alto padrão entre R$ 5 mil e R$ 5,5 mil o metro quadrado.
Os prédios novos na região central chamam atenção não só pela estética moderna, mas também por oferecerem economia, com condomínios mais baixos e melhor eficiência. “Os imóveis novos contam com as novidades de acabamento e empregam tecnologias eficientes, como elevadores que consomem menos energia, medidores individuais de água, luz e gás, que geram economia no condomínio”, aponta Fernanda Pires. “Nosso empreendimento já conta com isolamento térmico e acústico. O cliente hoje se interessa pela tecnologia, mas vai perceber os benefícios quando morar”, afirma Luiz Felipe Mayrink Góes, gerente regional do Grupo Bascol. O empreendimento novo gera transformações também em seu entorno. “Notamos que as empresas, os comércios próximos também têm investido em melhorias. Toda a região se renova.”
Construtoras se surpreendem com a procura
Para os imóveis novos na área central, clientes não faltam, afirmam as construtoras, que têm se surpreendido com a procura. “Muita gente quer morar no centro, de estudantes a aposentados. Por isso, oferecemos desde apartamentos de primeiro imóvel a alto padrão”, diz a gerente de Incorporação da Quadra Construtora, Fernanda Pires. “No início pensávamos que fosse um perfil mais conservador, mas descobrimos que é um público eclético, e que não aceita qualquer coisa. Se o mercado acerta, o produto vende bem”, afirma a gerente regional da Plaenge, Célia Catussi.
Em uma semana a Dinardi vendeu 30% do empreendimento que acaba de lançar no centro. “Percebemos uma demanda reprimida e oferecemos um produto de alto padrão, com número reduzido de apartamentos. As pessoas procuram principalmente pela praticidade de morar no centro”, diz o gerente de Vendas da construtora, Geraldo José de Souza. Ele afirma ainda que é possível identificar um movimento de retorno de moradores ao centro. “Cinquenta por cento das pessoas atendidas nessa semana são da Gleba Palhano, principalmente profissionais liberais, que querem se livrar do incômodo do trânsito no trajeto casa-trabalho.”
Em uma semana a Dinardi vendeu 30% do empreendimento que acaba de lançar no centro. “Percebemos uma demanda reprimida e oferecemos um produto de alto padrão, com número reduzido de apartamentos. As pessoas procuram principalmente pela praticidade de morar no centro”, diz o gerente de Vendas da construtora, Geraldo José de Souza. Ele afirma ainda que é possível identificar um movimento de retorno de moradores ao centro. “Cinquenta por cento das pessoas atendidas nessa semana são da Gleba Palhano, principalmente profissionais liberais, que querem se livrar do incômodo do trânsito no trajeto casa-trabalho.”
Metro quadrado no centro é até 25% mais caro
O preço do metro quadrado dos apartamentos no centro é mais alto que o de áreas nobres como a Gleba Palhano, na zona sul de Londrina. O valor é justificado pela valorização da área central e logística especial montada para a construção. “O preço do terreno no centro é em torno de 20% a 25% mais caro que na Palhano, pela dificuldade de se conseguir grandes áreas”, afirma o gerente de vendas da Dinardi, Geraldo José de Souza.
A logística montada para viabilizar a construção, baseada no ‘Just in time’ – sistema de suprimentos em que se reduz os tempos de reposição e a quantidade de materiais estocados – também contribui para aumentar o custo dos imóveis. “Construir no centro exige planejamento diferenciado, mais técnica de logística de materiais e menor mecanização”, aponta a diretora de incorporação da Quadra Construtora, Fernanda Pires.
Segundo a gerente regional da Plaenge, Célia Catussi, por causa do espaço reduzido para construção, os materiais são levados aos poucos, porque não tem espaço para estocar e não é possível entrar com uma carreta carregada no centro. “Essas dificuldades logísticas são agregadas ao custo do produto. Em compensação, o cliente tem outros benefícios morando perto de tudo”, complementa
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